Durante nove meses, ficamos envolvidos na construção de nosso corpo, passado este tempo, estamos nós diante de um convite a um duelo, e que duelo: o ato de nascer.
Leboyer (1), um obstetra francês, iluminado observador de partos e nascimentos, nos esclarece acerca desse momento da vida humana. Ele descreve as agruras porque passa um bebê em seu nascimento. Fala do espaço apertado dentro da barriga da mãe e das fortes reações musculares que o bebê produz para se adaptar e/ou se projetar para fora. Relata as fortes alterações fisiológico-emocionais (2) que se desenrolam no bebê quando ele se vê a ponto de sair. Leboyer traduz também os pedidos existenciais marcados nas expressões faciais e sonoras da criança recém-nascida, quando ela desponta para o mundo (medo expressando "ponham-me num forte abraço", fúria querendo dizer "sejam mais suaves").
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